Erisipela: o que é, sintomas e tratamento

Erisipela foto

Autor: Dr. Victor Hugo

Médico vascular, especialista no tratamento de varizes e outras doenças vasculares, atuante em Fortaleza, Ceará.

A erisipela é uma doença infecciosa causada por bactérias que atingem a pele e os vasos linfáticos, que são vasos microscópicos presentes na pele que ajudam na circulação da perna. A doença também pode ser chamada de erisipela bolhosa ou mais popularmente de “vermelhão na perna”.

Quais são os sintomas da erisipela?

Os principais sintomas podem ser divididos em duas categorias, os sintomas locais e sistêmicos que são:

Sintomas locais

Eles são aqueles que acontecem apenas na região afetada, podendo ser:

  1. Vermelhidão
  2. Dor intensa
  3. Aumento da temperatura
  4. Edema na região
  5. Formação de bolhas
  6. Saída de secreção aquosa e amarelada
  7. Feridas e necrose em casos mais graves

Sintomas sistêmicos

Eles são manifestações do organismo decorrente da infecção em atividade e a resposta inflamatória, sendo eles:

  1. Febre alta
  2. Indisposição
  3. Fraqueza e fadiga
  4. Sudorese
  5. Calafrios

Onde ela ocorre?

O principal local para a ocorrência da erisipela é nas pernas, seguido dos membros superiores e face, porém ela pode acometer qualquer parte do corpo.

Quais as causas?

A principal causa da erisipela são lesões na pele que permitem a entrada de bactérias.  As mais comuns são lesões fúngicas entre os dedos dos pés, conhecido como tinea (vulgo frieira), feridas na pele, microtraumas como arranhões e pancadas, ou até decorrentes de picadas de insetos. Porém, em alguns casos, não é possível detectar uma porta de entrada para a bactéria.

Pessoas que apresentam problemas na circulação, principalmente no sistema linfático (confira os tipos de circulação e seus problemas), possuem um risco maior para desenvolver a doença.

Como fazer o diagnóstico da doença?

O diagnóstico da doença é feito apenas com a história e o exame físico do paciente. Pacientes que já tiveram esse problema, apresentam maiores chances de apresentar um novo quadro. Os exames de sangue ajudam a avaliar o grau de comprometimento sistêmico do paciente e acompanhar a evolução da doença.

Pessoas de mais idade precisam de atenção especial, pois podem não apresentar sinais e sintomas não tão claros, o que dificulta o diagnóstico e a infecção nessas pessoas tende a ser mais grave.

Qual o tratamento da erisipela?

O tratamento tem três focos principais, são eles: tratamento da fase aguda, evitar complicações e prevenção de uma recorrência. 

Tratamento da fase aguda

Ele consiste no uso de antibióticos orais, tópicos e sintomáticos. Em casos mais graves pode ser necessário o internamento hospitalar para o uso de antibióticos venosos, hidratação venosa e cuidados mais intensos. Em casos mais graves, no qual ocorre necrose de regiões da pele, pode ser necessário limpeza cirúrgica e curativos.

Complicações e como evitar

As principais complicações são evolução da doença para uma infecção generalizada, com risco de vida iminente se não for prontamente tratada e complicações locais por erisipelas de repetição, como fibrose da pele, linfedema, inchaço nas pernas, manchas e úlceras.

Prevenção e profilaxia

A prevenção de um novo episódio, para pessoas que apresentaram recidiva do problema em menos de 6 meses, é feita através do uso contínuo de antibióticos. Nos casos recidivantes pode ser feito o uso de antibióticos de aplicação a cada 21 dias, por um período de tempo que varia de 6 meses a anos, dependendo de cada caso.

A prevenção de novos casos inclui também cuidados com a pele como hidratação e tratamento de frieiras entre os dedos que são causa frequentes do problema.

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